estúdio de marca

Tá Saindo Rango · Case de marca

O hambúrgueré só o pretexto.

Reconstruímos a marca Tá Saindo Rango depois que ela quase deixou de existir. Hoje é a hamburgueria mais lembrada da cidade, com faturamento projetado de R$ 2,5 milhões em 2026.

Cliente
Tá Saindo Rango
Setor
Hamburgueria artesanal
Entrega
Estratégia de marca, identidade visual, narrativa

(origem)

Começou no fundo de casa, com duas mesas e um macarrão.

Antes de qualquer marca existir, existiam o Zé e a Nacyr, um fogão improvisado e alguns amigos insistindo para que os dois vendessem aquilo que já faziam bem em casa.

Começou com lámen, servido em duas mesas no quintal. Depois vieram os hambúrgueres, feitos direto na churrasqueira nas horas vagas de um Zé que, de dia, trabalhava como marceneiro. A cozinha era hobby antes de ser negócio.

A área de lazer da casa, com piscina, churrasqueira e no máximo quatro mesas quando dava, virou o primeiro salão. E lotava toda semana.

Fomos clientes antes de sermos parceiros de marca. Sentamos numa daquelas quatro mesas antes de qualquer estratégia existir.

As três marcas emolduradas na parede da loja: o selo de 2021, o emblema de 2023 e o símbolo atual, de 2025.

(crescimento e ruptura)

Quando crescer quase significou desaparecer.

O pequeno negócio cresceu, ganhou equipe, estrutura e uma identidade construída aos poucos, pela própria equipe que vivia o dia a dia da casa.

No caminho, uma certeza foi ficando clara: ninguém voltava ali só pelo hambúrguer. Voltava pelo acolhimento.

Então veio uma fusão. Ela trocou essência por operação, e o Rango virou só mais uma hamburgueria comercial entre tantas outras. Pouco depois, a sociedade se rompeu, e a marca nova, construída sobre a estrutura que o Rango tinha levantado, ficou com o outro sócio.

O nome Tá Saindo Rango parou de existir no mercado. Na cabeça do público, ele tinha virado a outra marca. E a outra marca foi embora.

(o desafio)

Não era lançar uma marca nova. Era resgatar uma marca que já tinha morrido na cabeça das pessoas, sem poder errar uma única vez.

Reputação e faturamento dependiam de acertar essa reconstrução logo na largada. Não havia espaço para uma segunda tentativa.

(método)

Fomos ouvir antes de desenhar qualquer coisa.

Antes de pensar em símbolo, cor ou frase, o trabalho começou com escuta, dos dois lados do balcão.

  1. Ouvir os clientesO que lembravam do Rango de antes, o que sentiam falta, como descreviam a experiência com as próprias palavras.
  2. Ouvir a equipeQuem viveu o antes e o depois da fusão por dentro da casa, no dia a dia do salão e da cozinha.
  3. Cruzar as respostasEntre clientes e colaboradores, os mesmos adjetivos apareciam repetidos, quase palavra por palavra.
  4. Extrair, não inventarA marca já estava viva ali dentro. O trabalho era dar forma a ela, não criar uma nova do zero.
O símbolo saindo do caderno para a tela. Os estudos a lápis e o traçado vetorial da versão aprovada.

(o que entregamos)

Transformar percepção em sistema de marca.

  • Narrativa da casaA história do fundo de quintal virou o ponto de partida oficial da marca, contada para clientes, equipe e novos franqueados.
  • Identidade verbalUm tom de voz que fala como o Zé fala. Direto, caloroso, sem embromação.
  • Identidade visualSímbolo, paleta e aplicações reconstruídos a partir do que o público já reconhecia como “Rango”, não do zero.
  • Cultura de atendimentoO acolhimento que já existia informalmente virou processo, pensado em cada detalhe do atendimento.
  • Conteúdo de marcaUm relato anual da trajetória, contando 2025 como o ano de amadurecimento do negócio, e de quem está por trás dele.
O símbolo final aplicado na cor da casa.
Cartazes de produto: ficha técnica, combos e preços na mesma gramática visual.
A linha de energéticos da casa, uma extensão da marca para produto próprio.
Os copos de milkshake, com o símbolo em relevo sobre a cor da casa.
O Zé conta a história da casa, do quintal com quatro mesas ao que o Rango é hoje.

(resultado)

R$ 2,5 milhões+

faturamento projetado para 2026

Hoje o Tá Saindo Rango é reconhecido como a hamburgueria de referência da cidade, a mesma marca que, poucos anos antes, tinha praticamente desaparecido do mercado.

A casa hoje: a fachada com o símbolo iluminado, o balcão na hora do delivery e a placa interna.
A marca fora da loja: a lata na mão de quem compra, a embalagem de batata e o cliente com o produto.
A entrega do certificado VOKA Silver ao Zé e à Nacyr, no salão da própria casa.